Em 30 de junho de 2017, a Prefeitura de São Paulo divulga a versão final do Programa de Metas 2017-2020, que balizará a administração de João Dória (PSDB) pelos próximos quatro anos. Como não poderia deixar de ser, o prefeito precisou definir ações específicas para melhorar a mobilidade e os transportes da cidade. Entre as 50 metas definidas pela equipe de governo, pontos esses que passaram por audiências públicas e crivo popular em abril, três delas buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas que se deslocam pela capital.

Veja as três metas de mobilidade e transportes do #MetasdeSP

META 21 – Reduzir o índice de mortes no trânsito para valor igual ou inferior a 6 a cada 100 mil habitantes/ano.

META 22 – Aumentar em 10% a participação da mobilidade ativa em São Paulo.

META 23 – Aumentar em 7% o uso do transporte público em São Paulo.

De acordo com Paulo Uebel, secretário de Gestão da Prefeitura, os pontos contidos no Programa de Metas 2017-2020 tiveram como base cases de importantes cidades no mundo. “A Prefeitura estudou as melhores referências mundiais, pegou as melhores cidades para se viver no mundo e estudou o que elas fizeram. E eles fizeram programas extremamente concisos, bem focados, de alto impacto. Foi esse exemplo mundial que nós seguimos”, explica.

Vale ressaltar que sob o guarda-chuva das metas 21, 22 e 23 (citadas acima) estão grandes projetos como “Transporte Meu”, “Mobilidade Inteligente” e “Cidade Conectada”. Eles trazem consigo um conjunto de ações para que São Paulo, de fato, consiga cumprir os objetivos propostos. E para você saber quais medidas práticas vêm por aí, listamos abaixo 10 delas. Confira:

– Revisar a infraestrutura do transporte público municipal (Centro de Comando Operacional, terminais e corredores).

– Realizar estudos, planejar e executar intervenções na rede de corredores de ônibus municipais.

– Implantar primeiro trecho de corredor de ônibus na modalidade BRT – bus rapid transit/”Rapidão” (piloto) por modelo de parceria com ente privado.

– Realizar estudos, planejar e executar intervenções na rede de terminais municipais de ônibus.

– Realizar avaliação de segurança de 8 corredores de transporte visando ajustar geometria e sinalização em geral para a melhoria das condições de segurança.

– Adequar tempos de travessia, adotar fiscalização dedicada à segurança dos pedestres, desenvolver e implantar projetos de sinalização viária.

– Realizar pesquisa específica sobre mobilidade ativa, conforme previsto no Plano de Mobilidade de São Paulo – PlanMob (2015).

– Desenvolver e implementar ferramenta tecnológica para dispositivos móveis para provimento de informações e avaliação em tempo real, pelos usuários, de aspectos do transporte público municipal.

– Desenvolver e implementar ferramenta tecnológica para dispositivos móveis para avaliação consecutiva, pelos condutores, das condições do trajeto percorrido e de elementos da operação no transporte público municipal.

– Implantar o Programa “SAMU 192 – Vias Seguras”, introduzindo 6 Veículos de Intervenção Rápida (VIR) em locais de maior ocorrência de acidentes, reduzindo o tempo médio de resposta de atendimento.

– Implantar interface com CET que permita comunicação bidirecional de ocorrências no trânsito.

É importante ter em mente que as metas foram definidas com o apoio popular, em audiências públicas. O papel de cada um na melhoria da mobilidade é importante. Cabe a todos nós participar, cobrar e colaborar.

Então, acha que essas ações realmente podem ser úteis para a capital paulista?