Não tem como pensar em gestão de frota sem falar em sistema de telemetria e gestão de abastecimento. Mais do que monitoramento de dados, a telemetria veio para ficar e avança em sistemas cada vez mais completos para gerenciar toda operação logística do negócio. No entanto, para que ela entregue todo potencial de resultados que promete, é importante aliar a telemetria à gestão de abastecimento.

Os profissionais de frotas passaram a ter um importante desafio em mãos. Acompanhar e entender toda essa evolução para oferecer o que há de melhor para suas empresas, combinando eficiência operacional com redução de custos. Uma equação difícil? Sim, porém possível. “Há 15 ou 20 anos, a telemetria era relacionada à função de acompanhar o trajeto de cargas e as ações do motorista. Hoje, com o desenvolvimento da tecnologia de dados, é possível ir muito além e fazer a diferença dentro das empresas tanto em segurança quanto em produtividade”, explica Luiz Claudio Souza, Gerente Nacional de Sucesso do Cliente da GolSat.

Maximiliano Fernandes, diretor de Estratégia e Marketing da Ticket Log, explica que a gestão de abastecimento é um componente importante no controle do gestor. “Costumamos dizer que a gestão de abastecimento é a responsáveis pelos custos visíveis da frota. Por exemplo, combustíveis, pneus, manutenções. Tudo isso é tangível e bastante oneroso para a frota”, completa.

Segundo Souza, o uso da telemetria na gestão de frotas se encaixa de acordo com três diferentes perfis de profissionais. O gestor 1.0 é reativo e focado em ações operacionais. ”Ele está sempre rodeado de um milhão de problemas, correndo atrás de soluções para apagar os incêndios”, exemplifica. O gestor 2.0 tem perfil analítico e começa a integrar diferentes plataformas para gerar ganho de produtividade. “Ele usa os indicadores e inicia o movimento para trazer a gestão de frotas da margem para o centro das questões vitais do negócio”, avalia. O gestor 3.0 é o profissional da inovação. “Ele encara os desafios e promove mudanças. O objetivo é impactar a vida dos condutores com resultados palpáveis para a empresa”, finaliza.

Dentro da perspectiva de inovação, Souza cita cases de sucesso. Um dos exemplos vem da Festo Brasil, empresa líder nacional em soluções de automação industrial, que um ano após o uso de ferramentas de telemetria para gestão de frotas teve redução de 20% no gasto com combustível, 15% em sinistros e 15% em custos de manutenção corretiva. Já a Pesa-Cat, empresa de importação e comércio de máquinas novas e usadas, obteve 16% menos rodagem da frota fora do horário de trabalho, 39% menos multas e 17% de redução com custos de manutenção corretiva.

Outros bons exemplos vêm das gigantes IBM e Ambev. Após 04 meses de gestão de sistemas em telemetria, a multinacional do setor de informática computou o índice de 70% menos rodagem de sua frota fora do horário comercial e uma redução próxima de R$ 100 mil/mês com gastos em combustíveis. Já a Ambev detectou 24% de ociosidade na frota operacional e com base nesse dado obteve a aprovação da implantação de um projeto de car sharing, em 2014, onde em lugar de retornarem vazios para as fábricas, os caminhões passaram a ser carregados com produtos de empresas parceiras, com redução de cerca de 20% das despesas.

Todas essas experiências mostram que é possível utilizar os recursos disponíveis de forma eficiente. “São cases onde a integração dos sistemas de telemetria à análise de comportamento dos condutores, resultou na implantação de uma política de frotas eficientes. As empresas avançaram e a gestão de frotas tornou-se um case de sucesso. ”

E você, em qual perfil de gestão se encaixa?