Os motoristas que transportam cargas por estradas brasileiras estão no radar das grandes quadrilhas. Como nem mesmo o aparato fornecido por empresas especializadas em segurança (uso de GPS, de escolta armada e o estabelecimento de novos processos) tem inibido a ação de ladrões, nunca é demais os condutores adotarem as suas próprias medidas preventivas – listamos 7 delas mais abaixo. Os números colhidos pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostram que houve 97.786 roubos de cargas no país entre 2011 e 2016, sendo que Rio de Janeiro (com o maior número de casos contabilizados) e São Paulo (com o maior prejuízo financeiro) lideram o ranking desse tipo de crime.

Segundo Carlos Guimar, gerente de segurança da ICTS Security, empresa de consultoria e gerenciamento de operações em segurança, o condutor precisa se conscientizar sobre sua importância para evitar abordagens e, em casos mais extremos, saber como acionar reforços com o botão do pânico. “Os motoristas precisam entender que são parte do sistema de segurança”, diz. Ele destaca que o auxílio que a ICTS Security presta às grandes fabricantes é baseado em processos e tecnologias, mas também nas pessoas que envolvem tudo isso. Segundo o gerente de segurança, esses profissionais são treinados e estimulados a utilizar todos os itens que garantem sua segurança na estrada ou na entrega da mercadoria.

Nesses mais de 25 anos como responsável por segurança de cargas em empresas de diversos segmentos, incluindo os últimos três anos como funcionário da ICTS Security, Guimar pôde mapear trechos de riscos. Para ele, a atenção deve ser redobrada em estradas como Castelo Branco, Fernão Dias, Régis Bittencourt, em São Paulo; e Avenida Brasil, Arco Metropolitano e Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro. Ao se analisar o Brasil de modo geral, todo cuidado é pouco quando se passa por estradas que dão acesso às principais capitais e no “Polígono da Maconha”, formado por algumas cidades de Pernambuco e Bahia.

Mesmo que você não trafegue por essas estradas, nunca deixe de seguir as 7 recomendações práticas de Carlos Guimar, da ICTS Security:

1) Evite trafegar nos horários de maior periculosidade.

2) Realize apenas as paradas pré-programadas.

3) Evite trafegar em vias com maior histórico de abordagem.

4) Procure identificar carros, motos e até caminhões em situação suspeita.

5) Não fique dentro do carro quando ele está estacionado.

6) Não abra porta e vidro para dar atenção a vendedores e pedintes.

7) Acione o botão de pânico sempre que notar uma situação suspeita.